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TriPagamentos

Plataforma de venda de cursos online estilo Hotmart, construída do zero como fullstack — sistema de afiliados, gateway de pagamento, nota fiscal — antes de fechar a carreira lá com um redesign em Tailwind.

Empresa

Let's

Período

2020 – 2021

Papel

Fullstack Developer

Esse foi meu primeiro emprego de carreira. Antes da Let's, minha bagagem era só acadêmica: Algoritmos e Estruturas de Dados 1 e 2 em C estruturado, polimorfismo, coleções e iteradores em Java, começando a ver GUI também em Java, Banco de Dados 1, 2 e 3, Metodologia de Pesquisa 1. De desenvolvimento web eu sabia quase zero — nem desktop eu sabia direito. Foi meu grande amigo Gabriel Krysa quem me indicou pro dono da Let's na época, Guilherme Mazur — sem essa indicação eu provavelmente não teria começado.

O primeiro dia

Entrei como desenvolvedor fullstack, Laravel no back e Vue.js no front, sem saber quase nada de web de verdade. Um colega, o Luiz, teve uma paciência enorme comigo desde o primeiro minuto — no meu primeiro dia ele me ensinou a subir o ambiente com Docker, e eu cheguei a tentar editar um arquivo dentro da pasta vendor (rs). Carbon, Facade — os primeiros conceitos que todo dev Laravel aprende na marra, eu aprendi ali.

Construindo do zero

O TriPagamentos ainda não tinha sido lançado quando entrei — passei o primeiro mês inteiro construindo feature nova, não redesenhando nada. Tinha um PO cuidando do backlog na época, que me passava as tasks direto. Fiz o sistema de produtor/co-produtor/afiliado (cada papel com sua própria visão e permissão), marca d'água automática em PDF pra proteger material de download, e entrei de cabeça em duas integrações que eu nunca tinha visto na vida: o gateway de pagamento Zoop (boleto e cartão de crédito) e a emissão de nota fiscal eletrônica via Focus NFe — um monte de campo pra mapear (emitente, destinatário, natureza da operação) sem eu entender direito o que era metade daquilo. Fiz também os primeiros gráficos do dashboard de vendas.

O lançamento

Lançamos o TriPagamentos em novembro de 2020, e o resto do mês foi resolvendo os imprevistos que só aparecem com usuário de verdade. Depois do lançamento vieram upsell, pausar/ativar checkout, aviso por e-mail quando um produto esgotado voltava a ficar disponível, desconto pra ex-aluno, boletos expirados, vínculo de CPF único por conta, e o pixel do Facebook pra rastreamento.

Virando o foco pro frontend

Só bem mais pra frente — entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, já perto do fim da minha passagem pela Let's — que veio o pedido que eu tinha feito ao Mazur pra focar mais em frontend. Nessa fase migramos todo o painel (área de membros e admin) pra Tailwind CSS, trabalhando em paralelo com outros colegas em pedaços diferentes da mesma tela. A tela de visualização de aula da área de membros foi a mais dura de todas — um componente de sidebar com quase 400 linhas, sob medida, que levei um tempo bom só pra entender antes de conseguir mexer. Cheguei a usar Vuex pra resolver um bug de sidebar que quebrava no mobile, e passei os últimos dias caçando bug de responsivo — z-index, overlay, breakpoint de grid — literalmente até a semana da minha saída.

VS Cintos

Ainda no começo, passei rapidamente por outro projeto, o VS Cintos — uma API REST simples, com rotas de admin, cliente e embaixador. Fiz só algumas rotas básicas ali; o grosso foi trabalho de um colega.

O que ficou

Hoje admito que sinto saudade de mexer com backend de vez em quando. Foi na Let's que aprendi, na prática e sem paraquedas, o que significa construir e manter um sistema real do zero — e foi lá, sobretudo nesse último trecho em frontend, que descobri que queria seguir carreira nessa área.